Advogada Ana Maristela Trajano disse que a cliente, de 58 anos, possui histórico de transtornos psiquiátricos, como pânico, retardo mental e quadro depressivo
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| Foto: Wilgberto Reis/Cortesia |
A defesa da mulher apontada como suspeita de envenenar com mercúrio a artesã Denny Cardoso afirmou que a cliente não lembra do ocorrido, faz tratamento psiquiátrico e que a investigação ainda não reuniu provas suficientes para responsabilizá-la.
Em entrevista à Folha de Pernambuco nesta terça-feira (14/7), a advogada Ana Maristela Trajano disse que a cliente, de 58 anos, possui histórico de transtornos psiquiátricos, como pânico, retardo mental e quadro depressivo.
"Ela diz que não se recorda de nada daquele dia. Não se recorda nem que foi na delegacia. Está sendo acompanhada para ver se será necessária uma nova internação ou não", apontou a advogada.
Segundo Ana Maristela Trajano, a mulher é acompanhada pelo serviço de psiquiatria do Hospital Universitário Oswaldo Cruz (Huoc), no Recife, há anos. Ela já era paciente da unidade de saúde quando iniciou como aluna de artesanato no anexo do local.
A defesa afirmou que, após ser levada para a delegacia, todos os pertences da sua cliente foram revistados e a mulher, ouvida. "Ela foi levada ao banheiro com uma policial mulher, foi toda revistada, tudo dela foi apreendido. Ela assinou o documento e está aguardando até hoje. Nunca mais foi chamada", relatou a advgada, informando que o pó localizado na bolsa também foi apreendido.
Ainda de acordo com a advogada, havia uma desavença entre as envolvidas motivada por "namorado", mas a relação não foi detalhada. Após o episódio gravado em junho de 2025, onde a mulher aparece abrindo uma garrafa e colocando algo dentro, a suspeita passou cerca de três meses internada devido ao quadro psiquiátrico. A defesa afirma ainda que a mulher já havia passado por internação anterior, de aproximadamente 15 dias.



















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