Projeções indicam que o fenômeno permanecerá ativo pelo menos até o início de 2027
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SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - O El Niño tem 81% de chance de atingir intensidade muito forte entre outubro e dezembro, cenário que amplia o risco de inundações, secas, ondas de calor e incêndios florestais no Brasil, segundo boletim elaborado por sete órgãos federais.
O fenômeno deve se intensificar ao longo do segundo semestre de 2026. As projeções indicam que o El Niño permanecerá ativo pelo menos até o início de 2027 e poderá apresentar anomalias de temperatura superiores a 2°C nas águas superficiais do Pacífico Equatorial entre a primavera e o começo do verão.
A previsão para o trimestre de agosto a outubro aponta chuvas acima da média no Sul e abaixo da média em grande parte do centro-norte do país. As temperaturas devem ficar acima do normal em praticamente todo o território nacional, favorecendo episódios de calor extremo, baixa umidade e queimadas.
O boletim é resultado de uma ação conjunta de sete instituições federais. Participam o Instituto Nacional de Meteorologia, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico, o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais, o Serviço Geológico do Brasil, a Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil e o Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia.
Embora se forme no Oceano Pacífico, o El Niño altera a circulação atmosférica e a distribuição das chuvas em diferentes partes do planeta. No Brasil, seus efeitos variam conforme a região e podem ser influenciados por outros sistemas meteorológicos.

























