28 anos de espera: Brasil supera jejum do Tetra e vive maior seca de sua história
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| Neymar, atacante da Seleção Brasileira (Odd ANDERSEN / AFP) |
O sonho do hexacampeonato mundial foi, mais uma vez, adiado. Com a precoce eliminação na Copa do Mundo de 2026 diante da Noruega, a Seleção Brasileira não apenas se despediu do Mundial de forma melancólica, mas também carimbou uma marca histórica negativa: o país agora vive o maior jejum de títulos mundiais de toda a sua trajetória no futebol.
Com a queda em 2026, o Brasil estenderá sua seca de taças para 28 anos até a próxima edição do torneio, em 2030. O recorde incômodo supera o emblemático intervalo de 24 anos vivido entre o tricampeonato de Pelé (1970) e o tetracampeonato de Romário (1994).
Desde que Ronaldo Fenômeno garantiu o pentacampeonato em Yokohama, no ano de 2002, a Seleção Brasileira entrou em um ciclo de frustrações em série. Quando a bola rolar na Copa de 2030, uma geração inteira de torcedores terá visto o Brasil passar em branco por sete edições consecutivas de Copa do Mundo (3 decadas).
Para dimensão do cenário atual, confira os períodos de jejum da Seleção desde o primeiro título:
- 1958 a 1962: 4 anos (nenhuma Copa sem título)
- 1962 a 1970: 8 anos (1 edição de hiato: 1966)
- 1994 a 2002: 8 anos (1 edição de hiato: 1998)
- 1970 a 1994: 24 anos (5 edições de hiato)
- 2002 a 2030: 28 anos (6 edições de hiato) - PENTA (2002)
Duas décadas de pesadelo no mata-mata
A eliminação em 2026 para os noruegueses expõe a gravidade da crise técnica e tática que assombra o futebol brasileiro nas últimas duas décadas. Desde 2006, o Brasil coleciona quedas dolorosas no primeiro grande desafio eliminatório que enfrenta, mostrando extrema dificuldade contra seleções europeias.
do Diário de Pernambuco
Blog Sertão News, 05/07/26








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